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“DIGA AO POVO QUE MARCHE”.

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“Diga ao povo que marche!”

Domingo será o dia da decisão sobre quem estará na Presidência da República nos próximos quatro anos, para administrar um governo que está colocado sobre um território que tem mais de oito milhões de quilômetros quadrados, a quinta maior extensão territorial do planeta. Um lugar onde habitam 215 milhões, 278 mil e 233 pessoas, um número que, por óbvio, aumenta a cada momento, porque se sabe que nasce mais gente do que morre a cada dia. 

Cada uma dessas pessoas influencia a vida de todas as demais. Quem acredite que isso seja um exagero, ou, por egoísmo, previra fugir do assunto, que lembre da pandemia, um troço que apareceu na China e alcançou pessoas no mundo todo. E que lembre também que no meio da confusão criada pelo vírus, alguém parou para encontrar a solução e nisso está o segredo da sobrevivência da humanidade na Terra.  Então, o seu voto, no domingo, terá influência direta sobre a vida de mais de duzentos milhões de pessoas. O voto não é um ato egoísta. 

Quando a gente olha o Brasil com base nos números, consegue entender o poder que tem um presidente por aqui. Então, escolher com responsabilidade não é um só um ato de confirmação de apreço por um e ódio ou antipatia pelo outro. Tem mais coisa em jogo. 

O Brasil é nossa casa, é o nosso lugar. É a nossa pátria! Aqui convivemos com nossa gente, falamos uma só língua e quem deseje saber o valor que isso tem, olhe para os povos que fogem de seus lugares, porque neles se tornaram escravos dos governos e sempre com a promessa dos governos de lhes darem uma vida maravilhosa. 

Neste momento, dois candidatos disputam a vaga de Presidente do Brasil e eles também não nos ajudam a decidir, porque o que dizem está coberto por interesses pessoais e de seus grupos. Que encruzilhada! Mas, nas encruzilhadas, duas alternativas se colocam: seguir em frente ou voltar. 

Existe um GPS antigo, bem antigo, à disposição de toda a humanidade para os momentos em que ela precisa tomar decisões. Um GPS que mostra, a partir da história dos povos, que todo sacrifício vale a pena para se viver num território que é nosso com um povo que é o nosso e com governos constituídos por nós. 

Houve um povo que se sentia bem, muito bem, numa terra que não era a sua e submetido a um governo que não foi escolhido por ele e dado a ele como se tivesse sido selecionado por um deus qualquer, um deus que também não era o dele. Até que descobriu que esse governo que não era o de sua escolha estava, na verdade, escravizando-o e colocando-o para trabalhar duro e pagar impostos para sustentar o dono da casa. 

Ao descobrir que, naquela terra, era escravo e não só estrangeiro, o povo pediu que Deus, o verdadeiro Deus, o seu Deus, o ajudasse a trocar aquele lugar por um que fosse seu e onde ele pudesse, ao seu modo próprio, decidir quem estaria no governo. 

Deus atendeu e como Ele não é mágico, o povo precisou caminhar até o novo território e no caminho muita coisa aconteceu. Várias vezes o  povo arrependeu-se de ter saído do lugar onde era escravo e quis voltar. Numa das ocasiões, o povo se viu de costas para o Mar Vermelho e de frente para o exército que tinha ido buscá-lo para devolvê-lo à escravidão. O povo murmurou. Era a encruzilhada. A gente volta ou segue em frente? Deus disse, em frente, “Marchem!” O mar se abriu. 

A pior orientação que se pode dar a um povo com relação à sua História é que volte ao passado, mesmo que exista um mar a transpor no caminho adiante. 

Uma das mais belas poesias que conheci no tempo em que o PT governava o país foi escrita e declamada por Ana Carolina: 

“Meu coração está aos pulos! 

Quantas vezes minha esperança será posta à prova? 

Por quantas provas terá ela que passar? 

Tudo isso que está aí no ar. Malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. 

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? 

É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. 

Meu coração tá no escuro. 

A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam. 

  • Não roubarás! 
  • Devolva o lápis do coleguinha!
  • Esse apontador não é seu, minha filha!

Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas-corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, e sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: Esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. 

Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: Mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem! 

Dirão. 

  • Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba . 

Eu vou dizer. 

  • Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. 

Dirão. 

  • É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal. 

E eu direi.

  • Não admito! Minha esperança é imortal!

E eu repito, ouviram? 

Imortal! 

Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final!”

Diga ao povo que Marche. Voltar não vale a pena. 

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