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Eleição e concurso público têm regra

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Eleição e concurso público têm regra. Aliás, quase tudo na vida tem regra e tem gente que só gosta dela quando é aplicada aos outros.

Agora em janeiro, Lula será julgado por um tribunal em segunda instância. Se condenado, ele não poderá ser candidato, porque a Lei do Ficha Limpa não autoriza o registro da candidatura. Contudo, há um grupo de entusiasmados torcedores do Lula que defende que, mesmo condenado em segunda instância, ele seja candidato, porque, se não for, será uma injustiça. Eles dizem que a democracia estará abalada.

Mas, se o Lula pode, por que todo mundo não poderia? Não lhe parece injusto registrar a candidatura do Lula condenado e negar o registro de outros tantos? Quem defende a candidatura do Lula condenado deveria ter a ousadia de defender que todos os condenados em segunda instância também sejam.

Que raios de eleição seria essa? Não é suficiente ter uma Ministra do Trabalho condenada na Justiça do Trabalho, o suplente dela investigado por pedofilia e deputado que deixa a prisão de dia para trabalhar na Câmara e voltar, de noite, para o presídio? Essa coisa já não está esculhambada demais?

O nosso tema aqui, no entanto, não é a discussão do caráter dos políticos, mas do caráter das eleições e elas precisam, sim, de normas claras, que devam ser cumpridas por todos os que queiram concorrer. As normas claras equilibram a disputa.

Por Jackson Vasconcelos

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