fbpx

Quantos mais derrubaremos?

Compartilhe!

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on email

Faz 30 anos, menos da metade do tempo médio de vida do brasileiro, que fomos para as ruas e pedimos o direito de eleger um Presidente da República. Uma luta dura, que para ser vencida nos obrigou a engolir por mais algum tempo uma dupla eleita por um Colégio Eleitoral espúrio, os senhores Tancredo Neves e José Sarney.  Mas, conseguimos!

Então, elegemos, até aqui, quatro presidentes, Fernando Collor, Fernando Henrique, Lula e Dilma e estamos na eminência de mandar a Dilma embora, depois de mandar o Fernando Collor. E os dois que sobraram na lista, Fernando Henrique e Lula, enfrentam taxas elevadas de rejeição popular. O mesmo aconteceu com governadores e prefeitos, senadores, deputados e vereadores. O rol é grande.

Alguma coisa está errada com o modo como os políticos se relacionam com a sociedade. O que é, eu imagino. Tenho quase certeza. O político surge na sociedade e é escolhido por ela para, em nome dela, decidir as questões de Estado. Mas, tão logo eleito, ele se teletransporta para outro mundo, onde se faz e se fala coisas que o povo não faz, não fala, não gosta, nem entende. E, em pouco tempo, o político se acostuma longe do povo e até gosta da ideia. Faz o diabo para não voltar para o meio do povo. É obrigado, quando chega o tempo das campanhas. Um período chato, cheio de compromissos com a agenda do povo.

Por isso, o tempo das campanhas o político faz cada vez mais curto. Se pudesse ser algo que ele resolvesse em poucas semanas, ele preferiria no lugar dos poucos meses. A proximidade do político com o povo, para acontecer num prazo curto, precisa da TV e do marketing. Então, o político arranjou um modo do povo pagar pelos programas na TV e pelo marketing. O horário de TV, no desconto do imposto a ser pago pelas emissoras. O marketing, seria do sobrepreço dos contratos que o político assina ou pressiona para assinarem.

Esse é o novelo a ser desfeito. Coisa pra o povo pensar. Quem sabe não é hora de ir para as ruas, não para derrubar presidentes, mas para derrubar os muros e obrigar que o político seja sempre povo?

Por Jackson Vasconcelos

Mais Publicações

Uncategorized

O SANTO É DE BARRO.

Calma com o andor, porque o santo é de barro.  O Prefeito Eduardo Paes convidou o escritor Ruy Castro para uma das reuniões com os

Quer aprender mais sobre política?

Conheça nosso curso.